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O
fim da democracia americana à vista
David Gueiros
Vieira
O que tem preservado os EUA como uma democracia
é o direito constitucional do cidadão possuir
armas, e a existência de uma Guarda Nacional em
cada estado, o que é na realidade um pequeno
exército estadual.Contudo, o presidente Barack
Obama promulgou uma ordem presidencial (aliás
inconstitucional) para acabar com tudo isso,
inclusive proibindo a utilização das Guardas
Nacionais pelos estados, colocando tudo sob
hegemonia do exército (cujo chefe supremo é o
próprio Obama) como árbitro de assuntos
internos.
Ora, basta que se examine a história
norte-americana para que se verifique que isso é
exatamente o contrário do que os constituintes
originais, de 1776, pretendiam, pois não queriam
que o novo país nem mesmo tivesse um exército
permanente, pois consideravam um exército como
um perigo para suas liberdades.
De fato,chegaram a estabelecer o tamanho do
exército nacional, que não deveria ter mais de
800 homens (!!) e só poderia ser convocado por
curtos períodos de tempo, não maiores do que
dois anos (exatamente o contrário do que Obama
pretende com sua ordem presidencial).
Tradicionalmente, e por lei, o exército
americano é proibido de agir dentro do pais,
exceto em condições de extrema necessidade, pois
a defesa interna sempre foi o direito e dever
dos estados, cuja milícias possuem até marinha e
força aérea.
Assim, a maior e mais duradoura democracia do
mundo parece estar chegando ao fim. É uma pena
ver isso. Está se tornando um país "socialista
ditatorial", no pior sentido da palavra. E tudo
isso contra a vontade de uma vasta maioria do
povo, igual ou maior do que 50% da população,
como visto agora em Massachusets (o estado mais
esquerdista do país), que deu a vaga do
esquerdista Ted Kennedy a um Brown conservador.
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