Sábado, 29 Novembro 2014 15:16

Breve Análise de Artigo de Paul Krugman Sobre a Economia dos EUA

 
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Eis uma análise sensata da crise da dívida dos EUA. Frente a tantos devaneios sobre o desequilíbrio das contas públicas americanas, Paul Krugman foi direto ao ponto: a S&P's não detém credibilidade para indicar quanto deve o governo americano, e qual a verdadeira origem da dívida.

 

Fato é que a bomba-relógio (economia falida), posta nas mãos de Obama, foi urdida e fabricada muito antes, entre 2001 e 2009, pela “indústria bélica” da casta republicana, cuja maioria partidária desgarrou-se, com absoluto despudor, daquilo que conceitualmente mais deveria zelar: os bons costumes da sociedade americana e o livre mercado praticado em bases sustentáveis. Sim, o partido republicano foi desfigurado por integrantes de suas próprias fileiras!

Com efeito, a terra arrasada com a qual Obama se deparou, antes mesmo de assumir a presidência, nada mais foi do que o legado ruinoso da Era Bush Filho, enodoado por clientelismo, corrupção e prevaricação, em escala sem precedentes e consequências de dimensões globais.

A situação se degradou ao ponto de o governo ianque - temeroso mas visivelmente esforçado em transparecer uma pretensa aura de solvência -, haver sustentado que a economia do país não depende do resultado da avaliação de risco creditício, divulgado pela S&P’s. Assim procedendo, os EUA tão somente fortaleceram a especulação sobre a desconfiança e a incredibilidade dos resultados de todas as avaliações anteriores, divulgadas pela mesma S&P’s. Afinal, historicamente, tais resultados sempre endossaram a reputação angariada pela economia americana, de deter o mais elevado grau de confiança para sorver investimentos.

Não obstante a postura de Obama ao apregoar, sem êxito, a solidez da economia dos EUA, é de suma importância contextualizá-la no clima de desespero que assola a (ainda) maior economia do planeta, desde o segundo semestre de 2008, com reflexos diretos nas bolsas Dow Jones e Nasdaq.

Data dessa época a aparição da face mais assustadora da crise americana, cuja gênese remonta ao início do primeiro mandato de Bush Filho: a corrosão dos valores americanos pela luxúria política, experimentada até mesmo pelos mais puristas decanos conservadores, ao exercerem suas funções públicas com flagrantes desvios de finalidade.

Tudo em defesa de seus próprios e escusos interesses, em prol da expansão da bilionária indústria bélica, do domínio de mais reservas de petróleo e do favorecimento de grandes empresas, como a Halliburton, ligada ao então vice-presidente Dick Cheney, que se refestelou com a demanda de toda sorte de suprimentos às tropas americanas instaladas no Iraque, partir de 2003. Como se vê, Krugman tem razão ao responsabilizar os republicanos pela derrocada da economia e da política do Império Americano.

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Lido 2570 vezes Última modificação em Quarta, 17 Junho 2015 18:49
Robertson George Fontenelle Vieira

Advogado e Articulista